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 Alguns generais que obtiveram notoriedade em campo de batalha

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MensagemAssunto: Alguns generais que obtiveram notoriedade em campo de batalha   19/6/2011, 13:17

Bem a seleção é pessoal e apesar de estarem enumerados por posições não acredito que seja possivel fazer juizo de valor sobre esses chefes militares.
Infelizmente não tenho tempo para fazer os textos "a punho" por isso fiz uma coletânea breve. Aparece pouco das taticas deles mais se alguem se interessar posso recomendar alguns livros nesse sentido.

1ºErwin Rommel: a raposa do deserto
Rápido e astuto, o alemão colecionou feitos antológicos e tornou-se o maior estrategista militar da Segunda Guerra

Danila Moura | 01/11/2006 00h00

"O senhor é muito rápido para nós”, disse o general francês logo após se render ao comandante inimigo. A frase soaria frágil e covarde, não fosse dirigida a um dos mais astutos e mitológicos personagens dos campos de batalha. O tal “senhor”, no caso, é um general que conseguiu feitos inacreditáveis nas mais adversas situações. Colecionador de ações antológicas nas duas grandes guerras que a humanidade já assistiu, Erwin Rommel era um alemão ágil e sabido, que em pouco tempo se tornou o mais famoso estrategista da Segunda Guerra Mundial. Com suas tropas, conseguiu avançar cerca de 240 quilômetros em apenas 24 horas, feito que nenhum outro general foi capaz de produzir naqueles tempos. Logo ganhou o apelido de “A Raposa do Deserto”, após fortalecer as combalidas tropas italianas de Mussolini no norte da África, em 1941, e, de quebra, fazer as avançadas tropas britânicas recuarem no front africano.

Filho de um professor universitário com uma jovem de ascendência nobre, Rommel nasceu em 1891 na cidade de Heidenheim. Desde a infância, mostrava gosto por aviões e planadores, mas acabou ingressando aos 18 anos no 124º Regimento de Infantaria de Württemberg. Nas cartas trocadas com a mulher, durante o período em que esteve no deserto, transparece um dedicado pai de família, interessado com o desempenho escolar do único filho, a quem sempre cobria de elogios. Qualidade, por sinal, que também era vista na sua relação com os soldados. Sem grosserias, calmo, ensinava técnicas de combate salientando que a ousadia e a surpresa eram as grandes armas de um exército.

Nas correspondências, contava também parte do dia-a-dia no inóspito norte da África. Falava sobre o calor insuportável, sobre a guerra contra os percevejos na hora de dormir, derrotados depois de o general ter-se irritado a ponto de atear fogo na própria cama. Nas vazias noites do deserto, seu passatempo era matar moscas. A comida merecia capítulo especial. Eis um jantar caprichado descrito por ele: “Anteontem à noite, comemos uma galinha que devia provir das poeiras de Ramsés II. Apesar das seis horas que levou para cozinhar, ficou como sola de sapato e meu estômago não a pôde digerir”.
AfrikaKorps

Em fevereiro de 1941, sob ordem do chefe do Estado-Maior do Reich, Walter von Brauchitsch, nascia um grupo especial que se tornaria lendário, batizado de Afrika Korps. Sua missão era auxiliar as frágeis frentes italianas no norte da África, que padeciam com armamento escasso. Mas a tarefa não seria simples. Com curto raio de ação, os canhões da divisão datavam de 1914 e estavam completamente obsoletos. A situação de outras armas não era muito diferente. Metralhadoras e veículos de defesa pouco podiam fazer diante do poder de fogo dos aliados. Para piorar, grande parte do exército italiano era constituída por infantaria não-motorizada, adequada para posições defensivas, mas de valor nulo nos embates no deserto.

Nessas horas, porém, a genialidade de Rommel fazia a diferença. Em uma ocasião, ele mandou seus mecânicos reformarem vários carros Fiat abandonados, cobrindo-os com telas e falsos canhões de madeira. Batizados de Pappedivision, os veículos engrossaram as fileiras junto aos Panzers verdadeiros, compondo frentes que se estendiam por até 1,5 quilômetro. O plano funcionou. Os inimigos recuavam só de vê-los se aproximando. A reconquista da Cirenaica foi rápida e implacável.

Rommel também se aproveitava dos erros do inimigo. Em suas palavras, o maior vacilo dos aliados, além do excesso de táticas de dispersão, era o uso de "técnicas metódicas de comando, a sistemática emissão de ordens até os mais ínfimos pormenores, deixando pouca iniciativa ao comando subalterno, e o seu fraco poder de adaptação ante uma mudança no decorrer da batalha". Maleabilidade no comando é essencial para embates no deserto, dizia ele. Nesse tipo de terreno, onde uma ventania é capaz de mudar a configuração de uma tropa por causa da falta de abrigo, os planos têm de ser alterados a qualquer momento. Várias vezes a falta de obstáculos terrestres deixou o caminho livre para Rommel aplicar as práticas de guerra entre tanques, até então inovadoras. Ele as usou com maestria e criou novas táticas, deixando os britânicos sem reação.


2ºAnibal Barca
Anibal Barca: Flagelo de Roma.

Nós vamos encontrar uma maneira ou fazemos uma maneira! Anibal, quando confrontado com uma impossibilidade de atravessar os Alpes com elefantes.
Anibal Barca foi um Politico Cartaginés, caracterizado como um dos melhores comandantes militares da Historia. Viveu num periodo de grande tensão no Mediterraneo, em que Roma e Cartago lutavam pelo dominio da Região. Considerado como o maior heroi de Cartago, é reconhecido pelos seus feitos na Segunda Guerra Punica, quando liderou um exercito, famosamente incluido elefantes de guerra, através dos Pirineus e dos Alpes até Italia.
Derrotou os Romanos numa serie de Batalhas , entre as mais famosas a de Cannae, em que derrotou o maior exercito romano de sempre, com uma força de mais de 100 000 homens. No entanto, a decisão de nunca atacar Roma foi muito controversa, ao deixar os romanos reagruparem-se. Um dos seus amigos mais intimos ter-lhe-á dito até que “Sabes alcançar Grandes Vitorias, mas não as sabes usar”. Anibal manteve o seu exercito em Italia por mais de uma decada, a trucidar cada legião romana que lhe fizesse frente.
Uma contra ofensiva Romana no Norte de Africa obrigou-o a regressar a Cartago, onde seria derrotado por Cipião, o Africano. Forçado em Exilio, viveu na corte Seleucida, servindo como conselheiro militar nas guerras contra os romanos. Mais tarde, serviu na corte de Pergamo, onde se suicidaria, quando os romanos exigiram a sua rendição.
Anibal é considerado por muitos como um dos melhores genios militares e tacticos na Historia. Comparado muitas vezes a Alexandre o Grande, Anibal é, na opinião do autor, superior a este.
Conta-se que Cipião o Africano encontrou-se com Anibal na corte de Pergamo e que lhe perguntou “Quais são os maiores cabos de guerra da Historia?”. Anibal respondeu-lhe “Em primeiro Alexandre o Grande, em Segundo, Anibal Barca e em terceiro Cipião o Africano”. Cipião perguntou-lhe porque era Cipião terceiro, se ele o tinha derrotado em batalha. Anibal responde: “Se te tivesse derrotado, seria maior do que Alexandre!”.
Assim viveu o homem que pôs Roma de joelhos e que sempre se assumiu como o seu maior inimigo.


3ºWellesley, Arthur
1º duque de Wellington, marquês do Douro, marquês e conde de Wellington, visconde Wellington de Talavera e de Wellington, barão do Douro ou Wellesley

n: 1 de Maio de 1769 em Dublin (Irlanda)
m: 14 de Setembro de 1852 no Castelo de Walmer (Inglaterra)


Filho de Garrett Wesley, conde de Mornington e de Anne Hill, filha do visconde de Dungannon, nasceu em Dublin, e segundo o próprio, em 1 de Maio de 1769. Foi para Eton em 1781, mas pouco tempo se demorou lá, devido à morte do pai, em Maio de 1781, quase falido. Vivendo em Bruxelas com a mãe, entrou, em 1786, na Academia Real de Equitação de Angers, em França preparando-se para o serviço militar, já que a mãe achava que ele só serviria como "carne para canhão". A academia era uma espécie de escola militar, onde se aprendia fundamentalmente equitação, dança, esgrima e francês - boas maneiras, por junto - considerados atributos fundamentais para um bom oficial.

Em Março de 1787 foi nomeado alferes no 73.º Regimento de Infantaria de Highlanders, da Escócia, sendo rapidamente nomeado ajudante-de-campo do governador da Irlanda. Quando o seu regimento foi enviado para as Antilhas, uma região pouco saudável, conseguiu transferência para o 41.º regimento adquirindo o posto de tenente. Em Junho de 1789 era oficial do 12.º Regimento de Dragões Ligeiros. No ano seguinte foi eleito para o Parlamento Irlandês, e conseguiu o posto de capitão no 58.º Regimento de Infantaria. Transferiu-se imediatamente para o 18.º Regimento de Dragões Ligeiros, continuando ajudante-de-campo do novo governador da Irlanda. Em Abril de 1793 conseguiu angariar dinheiro suficiente para adquirir o posto de major no 33.º Regimento de Infantaria (1st West Riding Regiment). Sete meses depois era tenente-coronel do regimento, o último posto possível de aquisição no mercado de promoções e transferências do Exército Britânico; sete anos depois de entrar ao serviço, com 24 anos de idade e praticamente nenhum tempo de serviço. No comando do seu regimento, em Junho de 1794, desembarcou nos Países Baixos para reforçar as forças empenhadas na desastrosa expedição comandada pelo duque de Yorck desde 1793. Teve o seu baptismo de fogo em Setembro de 1794 e regressou à Grã-Bretanha em Março de 1795. Tinha aprendido "o que não fazer, e isso é sempre alguma coisa."

Decidiu acompanhar o seu regimento numa expedição às Caraíbas que regressou devido a ventos contrários, sendo então enviado para a Índia. Entretanto, tinha sido promovido a coronel, por antiguidade, em 3 de Maio de 1796. Chegou a Calcutá em Fevereiro de 1797. Em Maio de 1798 recebeu o seu irmão mais velho, Richard Wellesley - a nova grafia do nome da família -, feito marquês Wellesley, em Madras, enquanto governador-geral da Índia.

As intenções do irmão de aproveitar a guerra na Europa para expandir o domínio britânico na Índia, permitiram a Arthur Wellesley ascender ao generalato. Participou, logo em 1799, na campanha contra o sultão Tipu, O Tigre de Misore, sendo nomeado governador de Seringapatan, a capital do potentado, após a sua conquista em Abril. Em 1802, já major-general, foi responsável pela luta contra os potentados maratas que tinham deposto Baji Rau, fundador da dinastia dos Pexuás e organizar da Confederação Marata, tornado, por necessidade, aliado da Companhia das Índias Orientais. A batalha de Assaye, em 23 de Setembro de 1803, e o combate de Argaum, em 29 de Novembro decidiram a contenda. A guerra retomou em 1804, mas o general pediu para regressar à Europa. Em 1 de Setembro foi feito cavaleiro da Ordem do Banho, no dia 10 seguinte desembarcou em Dover.

Na Índia aprendeu a profissão militar e percebeu a importância primordial da logística, a necessidade de boas informações, a importância da instrução e da disciplina na aplicação das tácticas de combate e a necessidade de oficiais empenhados. Mas também, a importância de informar tanto os seus superiores como os seus inferiores das suas intenções. Pessoalmente, decidiu dedicar-se de corpo e alma à sua profissão: já tinha abandonado o violino, agora decidiu tornar-se "abstémio", não bebendo mais de que uma garrafa de vinho por dia, e atleta - fazendo exercício físico diário - ao andar decididamente cerca de cinquenta metros em frente à tenda, ao levantar-se.

Regressado à Europa, rico devido à distribuição do saque apreendido aos seus opositores indianos, decidiu pedir em casamento, pela terceira vez, Catharine Pakenham, já que os anteriores tinham sido recusados pela família, devido à sua periclitante, mas passada, situação financeira. Conseguiu participar na inútil campanha de finais de 1805 ao Norte da Europa, contra a opinião do duque de Iorque que até ao fim da vida nunca reconheceu Wellesley como um general capaz. Nomeado comandante de uma brigada no Sul de Inglaterra, regressou à política, defendendo nos Comuns a actuação do irmão na Índia. Em 1807, com o regresso dos amigos de Pitt ao poder, foi nomeado secretário para a Irlanda, um posto que o fazia membro do Gabinete Britânico. Em Agosto conseguiu ser nomeado comandante de uma divisão na expedição contra a Dinamarca, tendo limpo a Zelândia de tropas milicianas dinamarquesas, o que permitiu o cerco e bombardeamento de Copenhaga. Devido à sua actuação na campanha foi promovido a tenente-general em 25 de Abril de 1808.

A revolta ibérica encontrou-o na Irlanda, no seu posto político, ao mesmo tempo que comandava uma força, que em princípio devia dirigir-se para a Venezuela. Nomeado comandante da força expedicionária enviada para Espanha, acabou por desembarcar na foz do Mondego, organizar o seu comando e vencer as forças francesas, sempre em menor número, que se lhe opuseram. A incapacidade de vencer decisivamente o exército de Junot no Vimeiro, impôs a assinatura de uma convenção, assinada em Torres Vedras, e enviada para Londres de Sintra.

O governo e o exército portugueses lutaram contra a convenção, mas descobriram em Arthur Wellesley um general capaz de compreender que Portugal seria um aliado indefectível da Grã-Bretanha na península Ibérica e da necessidade de apoiar Portugal, sem reservas, na sua luta contra a França napoleónica. Foi convidado, em Novembro de 1808, pela Regência, para tomar o comando do Exército português, antes da comissão de inquérito nomeada para analisar a actuação dos diferentes comandantes da expedição a Portugal se reunir. Em Abril de 1809, quando desembarcou em Lisboa para ajudar Portugal a expulsar o exército de Soult, foi nomeado marechal-general do Exército Português. Será sempre conhecido em Portugal por "Douro", o título de barão que lhe foi atribuído em Setembro de 1809, ao mesmo tempo que o de visconde Wellington.


4º Jeremi Wiśniowiecki
Não encontrei nem um texto pronto entao fica a refêrencia do wiki em inglês http://en.wikipedia.org/wiki/Jeremi_Wi%C5%9Bniowiecki.
Era principe (nobre) na Polonia-Lithuania. Participou de inumeras batalhas e guerras, porém, o que realmente acho interessante são suas batalhas na rebelião dos cossacos. As diferenças numericas eram absurdas (10 mil contra um milhao) a pericia e liderança do "jerema" combinado com o treinamento e poder de suas tropas (incluso nessas tropas esta uma das mais temidas unidades de cavalaria os Hussardos "alados")

Enfim por enquanto lembrei destes.
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