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 Queda do Império Romano

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MensagemAssunto: Queda do Império Romano   11/2/2013, 13:43

Um pouco de história sempre nos ajuda a avaliar o presente e a evolução do homem e seus impérios e ao mesmo tempo quantificar o quanto somos pequenos como individuos. Os ciclos evoluem sempre às centenas ou então milhares de anos...
Ai você se pergunta quantos anos tenho? O que vi na vida e na história?



Queda do império romano
Periodo Romano
04-09-0476
Em 4 de Setembro do ano de 476, com a tomada do poder em Roma por parte
de Odoacro, um líder militar bárbaro, dá-se oficialmente o
desaparecimento do Império Romano do ocidente.

Pode-se afirmar que a lenta decadência do império, começara cerca de 200
anos antes, quando no ano de 285 o império foi dividido em império
ocidental (com sede em Roma, embora a capital administrativa estivesse
desde o ano de 402 em Ravena nas costas do mar Adriatico) e império
oriental (com sede em Bizâncio, posteriormente conhecida como
Constantinopla, a actual Istambul).

A divisão do império foi na altura o resultado da necessidade. Roma
tinha atingido o máximo da sua expansão e os seus exércitos já não eram
exércitos de conquistadores, mas apenas exércitos que mantinham as
fronteiras do império.

Se inicialmente a divisão permitiu com maior facilidade derrotar os
povos rebeldes do império e defender as fronteiras, com o passar dos
anos a situação começou a mudar, lenta mas inexoravelmente.

Num período de cerca de 200 anos o exército de Roma transformou-se de um
exército de guerreiros invencíveis, num exército de guardas de
fronteira. O prestígio de servir nas legiões e os benefícios que
advinham da conquista na forma de saques desapareceram, e com o fim
desses benefícios, começa a lenta decadência da força de Roma.

O império romano, desde o inicio um império multi-étnico continuou no
entanto a atrair grandes quantidades de imigrantes vindos da Germânia,
das regiões do Báltico e da actual Polónia, normalmente referidos como
povos bárbaros.
Mas a capacidade do império para absorver as vagas de imigrantes ao longo de séculos começou a decair.

A população aumentou, mas a produção agricola não conseguiu acompanhar o
aumento populacional. Isto resultou num aumento de preços dos produtos.
Um processo de inflação.

A inflação esteve na origem de uma crise económica que levou a instabilidade política.

A instabilidade politica, junto com a instabilidade económica levou
também a que o império deixasse de ter como cobrar impostos em
quantidade suficiente para manter as suas legiões, que eram o suporte
militar do seu domínio.

Por outro lado, a inflação, desgastou o valor da moeda e o soldado
romano, que podia viver do soldo, passou a não conseguir sustentar a
família com o dinheiro de Roma. Muitos soldados abandonaram as fileiras e
o numero de legiões romanas foi reduzido.

Por todo o lado, as divisões étnicas começaram a tomar novamente
importância, e Roma é forçada pela necessidade a aliar-se aos novos
poderes que vão aparecendo.

O império alia-se a uns contra os outros. É assim que os romanos
conseguem deter Atila o Huno, apoiando-se no auxilio das forças
visigodas.

Mas o seu poder não resistiu à erosão do tempo e ao crescimento da importância dos povos godos.

Quando em 476 Odoacro se declara Rei da península Itálica depois de os
seus exércitos derrotarem as últimas tropas fiéis a Roma, o domínio de
Roma deixou na prática de existir, tendo sido substituído pelos poderes
instituídos em cada uma das províncias ou regiões de Roma.

Com o fim de Roma, várias outras realidades políticas vão-se afirmar.

Na península itálica, sudeste de França, parte dos pirinéus e actuais Eslovénia e Croácia, estabelece-se o Reino de Odoacro.

Os Visigodos, controlam o centro, centro-oeste e sudoeste da actual França e o centro e sudeste da península ibérica.

Os Francos controlam o que corresponde à actual Holanda e Bélgica.

Os Siagrios controlam o norte da actual França, nomeadamente a região de Paris.

Os Suevos controlam praticamente toda a antiga província romana
da Galaecia, com capital na actual cidade portuguesa de Braga,
conseguindo expandir o seu dominio mesmo até Lisboa.

Os Bascos que na realidade nunca se submeteram efectivamente ao império romano controlam a região a ocidente dos Pirinéus.

Na actual Suiça e leste da França, estarão os Burgundios.

No extremo noroeste da França, estarão os bretões, que controlam também
grande parte das ilhas britânicas, com excepção do sudeste (actual
região de Londres) controlada pelos Anglos e o norte (actual Escócia)
controlada pelos Pictos.

Alguns destes reinos estarão na origem de futuros países e impérios enquanto que outros acabarão por se extinguir.

Artigo retirado do site Área Militar que considero muito bom em se tratando de assuntos militares e armamentos.

Também muito importante: é em português!! (Não estou menosprezando quem entende inglês ou outras linguas, só que fica mais fácil heheheh)

http://www.areamilitar.net/

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